Igreja católica vai fazer testes para proibir seminaristas gays ou pedófilos - Atualidades

Igreja católica vai fazer testes para proibir seminaristas gays ou pedófilos





 "A Igreja não pode admitir aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay." Para assegurar o cumprimento deste princípio, o Vaticano quer que os candidatos a seminaristas sejam sujeitos a um processo de seleção que inclui testes psicológicos e o escrutínio do seu perfil sexual e do seu passado, revela neste domingo o Jornal de Notícias.


O Vaticano quer evitar padres gays e pedófilos
  Candidatos a padres devem apresentar resultados de exames médicos gerais para atestar condição física “sadia” As novas normas do Vaticano, que exigem mais rigor na seleção de candidatos a seminaristas, incluem avaliações psicológicas, uma investigação ao seu passado e entrevistas à família, amigos e ao padre da paróquia de origem. O Vaticano quer evitar a admissão de futuros padres com “tendências homossexuais”, pedófilos ou com doenças mentais como a “esquizofrenia, a paranóia ou o distúrbio bipolar”. Sobre a homossexualidade, as normas não podiam ser mais claras, indicando mesmo que “a Igreja não pode admitir aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicais ou apoiam a cultura gay”. E aos responsáveis pelos seminaristas é recomendado que, caso sejam detetadas “tendências” homossexuais, dissuadam o candidato de prosseguir para a ordenação. A avaliação deverá ser feita com ajuda de psicólogos, carecendo, no entanto, da autorização do próprio candidato que deverá assinar um “consentimento prévio, informado e dado por escrito”. Além de uma boa saúde mental e social, o Vaticano quer seminaristas com boas condições físicas. Os candidatos devem apresentar “resultados de exames médicos gerais”, como garantia de uma “sadia e robusta constituição, e também documentos referentes a prévias doenças, cirurgias ou específicas terapias”. Também é recomendada uma avaliação prudente e personalizada daqueles “que são afetados por celíaca ou dos que sofrem de alcoolismo”.
Para além disso, é preciso dar atenção especial ao passado destes candidatos, sobretudo averiguar sobre a sua "idoneidade", a forma como viveu a infância e adolescência, as "influências" da família e a "capacidade de criar relações interpessoais"; e ainda perceber se o candidato não incorreu em "delitos ou situações problemáticas" no âmbito da pedofilia.
Quem devem os examinadores contactar para traçar este perfil? A família, o padre da respectiva paróquia e as "senhoras que conheçam o candidato, integrando na avaliação o olhar e o juízo feminino".
A ordem veio do Vaticano, num decreto da Congregação para o Clero intitulado O dom da vocação presbiterial. Trata-se de um documento sobre a reforma do ensino nos seminários, e vai ser discutido daqui a um mês pelos bispos portugueses em Fátima, na assembleia plenária da Conferência Episcopal, e terá de ser obrigatoriamente aplicado em todos os países.
Igreja vai fazer testes para proibir seminaristas gays ou pedófilos Medida consta do documento "O dom da vocação presbiterial", que alberga as novas normas do Vaticano. 15.10.17 partilhe 1551 0 1 / 3 Padres Getty Images 1551 0 Aqueles que se candidatarem ao seminário com o objetivo de se tornarem padres da Igreja católica serão sujeitos a testes psicológicos para determinar se possuem algum tipo de "tendências homossexuais", um passado relacionado com pedofilia e se padecem de algum tipo de doença mental, avança este domingo a imprensa nacional. Esta análise estará a cargo de psicólogos, cujos procedimentos ainda estão por determinar, e em pararelo realizár-se-á uma investigação aos passados dos candidatos, com recurso a depoimentos da família, de outros padres e ainda de "senhoras que conheçam o candidato". Esta medida vai ser posta em prática no âmbito do documento "O dom da vocação presbiterial", redigido pela Congregação do Clero, onde estão expostas as novas normas do Vaticano, que incluem uma reforma do ensino nos seminários. A aplicação destas novas práticas é obrigatória para todos os seminários do mundo. A última vez que as regras da formação dos padres sofreu uma reforma foi há 30 anos. Agora, os candidatos que quiserem concorrer ao seminário serão incitados a revelar, no momento da candidatura, se em algum momento das suas vidas tiveram algum problema psicológico ou se realizaram terapia. Após este procedimento, será a vez dos psicólogos realizarem testes, efetuados depois do candidato assinar um "consentimento prévio, informado e dado por escrito". De seguida, é requerido que os bispos investiguem "escrutinadamente" o passado de todos os candidatos, tais como a infância, a adolescência e as influências da família. "A Igreja não pode admitir aqueles que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay", pode ler-se no documento, que apela aos responsáveis pelos seminaristas que caso detetem algum tipo de comportamento ou tendência gay, demovam o candidato de "prosseguir para a ordenação". O documento pede ainda que sejam realizados "cursos sobre proteção de menores nos seminários", bem como uma "atenção máxima" à pedofilia e a candidatos que possam ter cometido algum delito neste âmbito. Doenças mentais como esquizofrenia, paranóia ou distúrbio bipolar também serão critérios de exclusão de candidatos a padres.

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