VIDEO:Padre fica irritado com fotógrafos e interrompe casamento - Atualidades

VIDEO:Padre fica irritado com fotógrafos e interrompe casamento


Religioso incomoda-se com barulho das câmeras, o que gera desconforto aos noivos. Veja também as opiniões de fotógrafos a respeito

Foto: Studio Gaea
Imagem ilustrativa. Foto: Studio Gaea
Em um casamento, em Nova York (EUA), os cliques dos profissionais contratados incomodaram tanto o padre que foi motivo de interrupção da cerimônia. O vídeo mostrando o momento tornou-se viral logo após sua postagem, no dia 17/09. O padre, aborrecido com a situação, parou a prédica e iniciou com um pedido, quando ainda era possível escutar os cliques: “Por favor, senhores, saiam!”.
Um dos fotógrafo defende-se: “Para onde devemos ir?”. O religioso responde, com a face sisuda: “Qualquer lugar, menos aqui!”. Zangado, ele ameaça parar com a celebração se os fotógrafos não saírem. “Isto não é uma sessão fotográfica”. Os noivos visivelmente envergonhados com a situação, olham-se e não sabem como reagir, pois o momento aconteceu um pouco antes do tão esperado sim. “Isto não é sobre fotografia. Isto é sobre Deus!”, finaliza o padre, momentos antes de os fotógrafos saírem.
O vídeo do momento, colocado online por familiares, é sucesso na Internet com mais de 440 mil visualizações. O vídeo expõe não só a família e o casamento, mas a discussão sobre os limites e a privacidade. Assista: 
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Há quem defenda e quem acuse a atitude. Com as opiniões dividas, fizemos uma espécie de enquete sobre o assunto com fotógrafos profissionais:
Roger Soares, fotógrafo de São Paulo (SP)
“Bom senso dos dois lados nunca é demais. Afinal um está celebrando um rito religioso, que se prevê respeito, e o outro está trabalhando para seu cliente, os noivos. Jogo de cintura e educação é sempre válido. Não custa perguntar para o celebrante se ele tem alguma restrição de fotos em algum momento. Mesmo que possamos dar uma escapadinha para fazer “aquela foto”, evitamos constrangimentos. Bem eu já tomei uma “bronquinha” educada e aprendi que existe uma distância de segurança entre todos os presentes. (…) Pelo fato de eu ser católico, entendo um pouco mais dos aspectos religiosos do que outros profissionais que não conhecem o rito e são apenas fotógrafos em um prédio. Isso muda muito a abordagem. Mesmo assim, em busca do melhor ângulo, todos estamos sujeitos a errar dentro da “liturgia”, pois quando a adrenalina sobe, é complicado. Aquele padre do vídeo não foi tão rude, não”.
Alex Oliveira, fotógrafo de Sorocaba (SP)
“Eu acredito que foi uma atitude muito rude e arrogante. Se de alguma forma, o fotógrafo estivesse de fato atrapalhando, ele [o padre] deveria ter abordado de outra forma. Dá pra ver na cara dos noivos o quão constrangedor foi o momento. Eles não mereciam ter passado por aquilo”.
Ricardo Barbieri, fotógrafo de Nova Friburgo (RJ)
“Não concordo com a forma que foi feito, mas o cara estava com uma metralhadora atrás do padre, né? Enche o saco mesmo. A maioria dos fotógrafos fica irritado quando o cara do vídeo joga uma luz ruim ou quando um convidado entra na frente com seu super celular pra fotografar porque atrapalha o trabalho dele. (…) E o trabalho do padre não precisa ser respeitado? ‘Mas ele foi ríspido demais’. É foi sim, concordo, mas alguém sabe o que aconteceu antes? Se ele já tinha dado um toque? Se já tinha dado aquele olhar que diz tudo e o cara ignorou? Se o fotógrafo já não foi advertido por ele em outro evento? É preciso respeitar para ser respeitado, se não demonstramos respeito não poderemos reclamar quando formos tratados de forma igual”.
Gustavo Correia, fotógrafo de Maceió (AL)
“Eu sempre pergunto ao padre ou ao celebrante se posso passar ali, ficar ali alguns instantes. Temos que mostrar aos cliente que nada é impossível para nós, mas lógico que se um dia um padre for mal educado ou falar alto na frente de todo mundo vou ficar calado, pedir desculpas. Mas, depois vou lá sozinho falar com ele, com toda educação”.
 Luciano Moraes, fotógrafo de Poços de Calda, Mina Gerais
“A princípio, parece que o fotógrafo já devia ter feito alguma coisa antes. Pelo modo com que o celebrando reagiu parece que aquela “rajada” de fotografias atrás dele foi a gota d’água. (…) Já vi “profissionais” ficando de quatro e/ou deitado no corredor e no altar da igreja. Já vi “fotógrafo” chegando tão perto das mãos do casal e disparando o flash na cara do padre e até mesmo usando a batina dele como rebatedor.
Creio que num templo, igreja, campo, qualquer lugar onde se esteja fotografando, quem manda ali é o celebrante e temos que respeitar as leis locais. Assim como nós, o celebrante e seus colaboradores também estão trabalhando. (…) Enfim, temos que fazer ótimas fotos? Sim, claro… Estamos sendo pagos para isso. Temos que dar nosso melhor para o casal? Com certeza. Temos que inovar e buscar fotos diferentes em todos os casamentos? Sim, mas tudo dentro dos limites. Demora tanto para fixar nossa marca no mercado, mas para “queimar nosso filme”, basta um segundo.
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