PERSEGUIÇÃO:Freira é agredida somente porque foi identificada como católica - Atualidades

PERSEGUIÇÃO:Freira é agredida somente porque foi identificada como católica



Um grupo de oito homens agrediu uma religiosa católica na estação ferroviária de Kota, na diocese de Ajmer-Jaipur, estado de Rajasthan, Noroeste da Índia. De acordo com a Conferência Episcopal da Índia, o episódio ocorreu em 19 de fevereiro passado, mas a notícia foi divulgada somente hoje. Irmã Ida Varghese, pertencente à congregação local das Irmãs da Missão, estava na estação de Kota, proveniente de Ghodra, e estava retornando à Casa provincial de sua congregação, a cerca de 3 km da estação.
Enquanto estava para subir no trem local, com outras pessoas, a religiosa foi insultada por um homem e atingida na cabeça, no pescoço e nos braços. Irmã Ida narrou à Fides as dramáticas fases da agressão: "Temendo que havia fraturado o braço, tive forças para dirigir-me ao pessoal da polícia ferroviária em serviço na estação, já que vi um policial pouco distante. Para minha surpresa, o policial não interveio; ao contrário: pensou que eu não tinha o bilhete e se afastou. Àquela altura, outros sete homens me circundaram. Começaram a me insultar e agredir, acusando-me de ser cristã.
Me senti nas mãos dos agressores, e temi pela minha vida" - disse a religiosa, em evidente estado de choque, e ainda ferida pelas agressões sofridas. Ao saber da agressão da religiosa, o Bispo de Ajmer-Jaipur, Dom Ignatius Menezes, expressou profunda dor e surpresa pelo episódio de violenta repentino e sem motivos. Ele se disse amargurado pelo fato de a religiosa não ter sido protegida. As Irmãs da Missão são engajadas na assistência aos doentes e marginalizados. Na cidade de Ajmer, administram dois hospitais e um posto de saúde.
Também possuem cinco escolas na cidade, com mais de 5 mil alunos, cristãos e não-cristãos. Poucos dias antes do episódio, a imprensa local noticiou que outros cristãos, presentes na área para participar de um curso bíblico, haviam sido agredidos por membros da organização extremista hinduísta "Sangh Parivar", que os acusava de querer converter ao cristianismo os hindus mais pobres.
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